quarta-feira, dezembro 31, 2008

The Last One

Então, vamolá.
Aos 45 do segundo tempo, minha retrospectiva das peças que assisti em 2008. A listinha eu montei pelos ingressos que tinha guardados, então pode ter ficado alguma coisa de fora...

- Calabar
- Terça Insana - Ventilador de Alegria
- Metamorfose (do Borelli)
- Antígona (também chamada de Modérnona)
- Aos ossos que tanto doem no inverno
- O Campo
- Cymbeline (a melhor do ano, com certeza!)
- Não sobre o amor
- O Castelo do Barba Azul (do Hirsch)
- Deznecessários
- Algumas vozes
- A Trilogia de Alice
- Trabalhos de amor perdidos (leitura no SESC)
- O Natimorto
- Desatino
- As Olívias Palitam
- A Megera Domada
- Anônimos
- O Bem Amado
- Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente (Cena 11)
- Os Possessos
- Cachorro Morto
- Rosa de Vidro
- A Valsa das Solitárias
- Nossa vida não vale um Chevrolet (duas vezes)
- Snuff Games
- O Médico e os Monstros
- Miranda e a Cidade (e saí no meio)
- Sacrifício
- Nocaute
- A Noite dos Palhaços Mudos
- A Tempestade
- O Amante do meu Marido (iniciando a safra das peças de graça no Ruth Escobar)
- Os Saltimbancos (idem)
- Risos.com (quase idem)
- Velório à Brasileira (é, eu fico bastante no Ruth, gente...)
- Carro de Paulista (só do meio pro final, mas, né...)
- O Capeta de Caruaru (eu tipo moro lá no Ruth)
- O Lago dos Cisnes? (do Borelli de novo)

terça-feira, dezembro 30, 2008

Falando em Borelli, tenho que registrar aqui, somente para minha própria lembrança, que ver O Lago dos Cisnes no Municipal foi quase estar na Semana de 22.
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Registro também que andei alugando vários filmes (e o Paulo andou baixando outros), pensei em colocar coisas aqui sobre eles, mas nem rolou. Então, rapidinho, só os mais importantes:
- Sex and The City é óóóóóóótemo! Uma fábula pra mulher moderna. Um luxo! Eu quero aquela vida, eu quero aquele ensaio fotográfico, eu quero aquelas roupas, e o marido a Carrie pode pegar pra ela...
- Wall-e é genial, é fantástico, é uma revolução na animação digital, é pura poesia, é um dos melhores filmes que eu já assisti, é tudo! É lindo! Vejam! Vejam!
- O Signo da Cidade : chuta que é macumba!
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Ai, Jesus!
Pára tudo e lê isso aqui!
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Passarei o Reveillon em Salto, na beira da piscina, na paz e no sossego. Porque ano passado eu inventei de passar em São Paulo e caiu isso aqui no meu quintal:
Sim, balas de revólver. Viva a ZL!

Até 2009!!!!!
Beijomeliga.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Por hoje é só, pessoal...

Ontem acabou a nossa temporada lá no Ruth, com casa mais que cheia - casa abarrotada. E a percepção de algumas coisas que tem que ser melhoradas para nosso retorno, em janeiro.
Estou muito feliz por estar em cena com as meninas, gosto muito da peça, ela é bem a minha cara e têm sido muito divertido. Tirando, é claro, os dias em que eu não tenho coluna.
E esse sábado o Renato Batata foi lá e tirou umas fotos nossas....

Somos lindas. Mas disfarçamos muito bem...

E em homenagem ao fim de mais uma temporada, publico aqui o:

TOP FIVE TRIÂNGULO DAS PERMUTAS
( Planeta's, Luna di Capri e Piolim)

#05 - Couvert
#04 - Mezza Luna à Funghi Secchi
#03 - Filé à Trair e Coçar
#02 - Filé à Encrenca
#01 - Lasanha Verde à Ewerton de Castro


quinta-feira, dezembro 11, 2008

Capitu

Anteontem assisti o primeiro capítulo do Capitu, a nova série do Luiz Fernando Carvalho na Globo.
É uma baita duma falação, um texto nada fácil de acompanhar e que o povo deve ter achado um saco, um monte de referências misturadas que no fim transformam tudo num grande samba do crioulo doido. Mas tem uma fotografia linda, uma produção caprichada, uma linguagem bacana, enfim, embora eu veja um monte de problemas e nem tenha me empenhado pra assistir o segundo capítulo, eu acho que só o fato da Globo produzir uma série com uma linguagem experimental como essa já é um feito - veja bem, vivemos num mundo em que as pessoas assistem Caminhos do Coração, uma novela de mutantes, Capitu é nosso menor problema.
E digo mais: um dia ainda quero fazer uma série do Luiz Fernando Carvalho. É isso que vai me levar até o Almodóvar. Tenho fé.
Agora, se tem uma coisa que me deixa realmente boba é essa mania da Globo de ficar simplificando as questões. Veja bem, estamos falando de Dom Casmurro. A grande polêmica da traição ou não traição da Capitu, e vamos analisar bem a coisa.
Essa é a Capitu (jovem e adulta) :


Esse é o Bentinho:


Alguém aí ainda tem alguma dúvida de que ela traiu???????????

domingo, dezembro 07, 2008

The show must go on

Ontem eu fudi minhas costas.
Sabe Deus como, deve ter sido na musculação, o que de qualquer maneira é estranho, porque eu saí da academia as 12h30, e comecei a sentir uma ponta de dor por volta das 7 da noite. Tá, tem aquela história do corpo esfriar e tal, mas porra, meu corpo a esse horário já deveria estar congelado - e aí que eu nem deveria sentir, nada, certo?
Bem, fato é que eu até tentei fazer umas torções e alongamentos antes da peça pra ver se a coisa melhorava, mas tudo foi piorando progressivamente a cada cena e a cada movimento que eu fazia, e acabou que no fim de tudo, depois de ter dor por todo o espetáculo, eu estava completamente travada - doía pra andar, doía pra abaixar, doía pra sentar, doía.
Fui prum atendimento de emergência na Ortocity - minha velha e conhecida clínica de ortopedia que poderia muito bem não ser no Alto da Lapa, longe pra cacete, mas que é a única clínica que eu sei que atende 24 horas e ainda por cima é confiável - e descobri que estou com uma puta inflamação muscular - como um treco desses surge de um dia pro outro? -, tomei uma injeção na bunda dolorida pra diabo, e que obviamente me fez ter tonturas e gastar uns 10 minutinhos deitada numa maca, gastei dinheiro comprando um relaxante muscular e uma nova bolsa de água quente, que a minha estourou de tanto usar, uns meses atrás, e hoje já estou conseguindo respirar.
Mas o fato mais curioso de todos - além, é claro, de ver que a Ortocity chegou a um nível de "quero ser clínica de rico cheia de tecnologia" que não distribui mais senhas aos pacientes: você chega e recebe um pager, vai pra sala de espera e depois recebe mensagens do tipo: Favor comparecer ao consultório 4 ou Comparecer à sala de medicação - foi o ortopedista, depois de dizer que eu precisava de 5 dias de repouso, me perguntar:

- Você trabalha amanhã?
- Sim.
- Onde?
- Eu tenho espetáculo.
- Quer que eu te faça um atestado, então?
- ...
- Te ajuda, se você entregar lá?
- Na verdade, eu teria que entregar pra mim mesma, então não acho que seria muito útil.

Ele riu e me deu a receita. É, meu querido. Você está de plantão num sábado à uma da manhã, mas eu tenho um emprego que não me permite simplesmente ligar pro meu chefe (?) e dizer:

- Olha, tô mal da coluna, tenho que ficar de repouso por cinco dias, mas te levo um atestado, ok?

É bizarro que estas coisas aconteçam porque começo a pensar que não dá pra evitar nem simplesmente se safar de certas coisas. Eu tô aqui pensando em soluções porque eu sei que, oficialmente, não tenho condições de fazer um espetáculo hoje - como já não tive condições de fazer espetáculo muitas vezes, com amigdalites, febre, pressão baixa, intoxicação alimentar e problemas crônicos no joelho, mas sempre, sempre fiz. Extra-oficialmente, porém, eu sei que não tem ninguém que me substitua como atriz, e como produtora eu sei que não tenho condições de pagar por esse cancelamento, e a coisa fica mesmo grave quando você percebe que fazer um espetáculo mesmo doente, mesmo com MUITA dor, não é mais um orgulho, algo do tipo artistas de verdade passam por cima de todo o sofrimento - sim, atores e acho que, especialmente, bailarinos e artistas de circo, mais especialmente ainda os jovens, têm esse tipo de pensamento, e devem perder apenas para os atletas - é, aqueles caras cujo auge da carreira chega em 5 anos e vai embora em outros 5, e então a vida deles está destruída pra sempre a não ser que eles virem comentaristas e tenham que trabalhar ao lado de caras tipo o Galvão Bueno, o que, combinemos, não é lá um final muito feliz -, mas é sim uma conclusão de que minha profissão é ingrata, é injusta, é desumana, certas vezes.
Eu ontem representei uma comédia e contei piadas e as pessoas riram de tudo e talvez não tenham nem imaginado o quanto aquilo estava sendo difícil, mas quer saber? Isto não é glamouroso, isto não é heróico tanto quanto parece nos filmes ou livros ou sei lá que outras coisas que exaltam a vida dos artistas - depois que eles morrem, e se tornam lendas, é claro.
É sofrido.
É difícil.
E o pior é que eu acho que eu não sei fazer outra coisa.

No, it´s not that glamorous...

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Últimas semanas

Depois de três semanas de casa lotada com a campanha da APETESP, vamos ver o que vai dar nas próximas duas ...
Estou adorando: é um dos espetáculos mais divertidos que já fiz, pra nós e, pelo que parece, pro público também.
Passa lá, vai...

Clica em mim que eu fico grandão, mano!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Se eu não posso tê-lo...

Eu estou completamente apaixonada por um biquini da Puket, que eu vi na loja do Center 3 e depois na loja do Anália Franco, que eu sei que custa mais de 80,00 reais e que eu sei que eu não vou comprar porque, se tem uma coisa que eu não uso na minha vida, essa coisa é biquini: eu não vou à praia desde... muito tempo atrás, já nem lembro. Tenho, então, dois bikinis praticamente novos e não tenho mesmo a intenção de ter mais um.
Então, vou colocar a foto aqui numas de "já que não vou ter o bikini, posso pelo menos publicar a foto".


And that´s all.
Vou voltar agora pra minha dor de cabeça e pra minha dor de estômago que me fizeram desistir de ir na Yoga hoje.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Há dias, há meses que eu tô engolindo a minha raiva, tô engolindo a minha tristeza, a minha decepção, minha frustração, o meu fracasso. Tô engolindo a esperança também. Tô engolindo tudo, mas tudo continua preso na garganta.
E ninguém me ouve. E quem ouve, finge que não tem nada a ver com isso.
E a minha energia indo embora. É energia vital, sabe? É prazer pela vida, é alegria, é paixão, é tudo, indo embora, desperdiçada, perdida, pra sempre.
Não tem fuga, não tem jeito, não tem recuperação, não tem sáida.
Não tem mais vontade de continuar assim também.
Não tem. Tá tudo indo embora pelo ralo.
Faz dias que eu fico de vir aqui e escrever sobre o que ando fazendo, sobre a estréia da peça, sobre o público bacana que estamos tendo, sobre como estou feliz em dividir o palco com as meninas, mas não dá, porque tá tudo errado, quem deveria estar do meu lado tá do lado de lá, e se eu devia não estar dormindo de tanta felicidade eu estou é não dormindo de preocupada, de nervosa, porque tem algo muito errado que me tira a atenção e a vontade de escrever e a concentração e me impede de descansar e atrapalha o meu Yoganidra.
O meu coração tá apertado.
Será que isso é tão difícil de entender???
Será que é assim tão difícil de resolver???
Eu não tô pedindo muito, não... só tô pedindo compreensão... só tô pedindo respeito... não achei que isso fosse moeda rara. Não nesse caso.

quarta-feira, novembro 26, 2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

Feriado

Não me perguntem o que eu acho do tal Dia da Consciência Negra.
Acima de tudo, eu acho que feriados novos no calendário são sempre bem-vindos.
E me veio hoje à cabeça a idéia de criar o Dia da Consciência Limpa.
Feriado nacional pra que as pessoas fiquem em casa pensando nas merdas que fizeram durante o ano. No maior estilo castigo. No maior estilo auto-avaliação da escola.
Pensa, se não ia ser mó legal.

domingo, novembro 16, 2008

Eu juro que eu tinha até preparado o post.
Era um post alegre, empolgado.
Mas quando você acha que tá tudo bem, alguém te mostra que não está, que é pra você não esquecer que o caminho é sempre tortuoso.
Eu espero que seja isso.
Tem que ser.
Vai ser.
É.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Hoje

Estou tão na correria que nem terei tempo de falar muito sobre o assunto. Então só digo que estréia hoje, convido todos vocês quatro que lêem esse blog e já devem ter recebido por e-mail, e prometo que semana que vem eu falo mais.

Clica em mim que eu aumento!

E tem promoção da APETESP: entra lá no www.ingresso.com e compre seu ingresso por R$5,00. Dinheirinho do café.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Tá a fim de estragar o dia de alguém?
Inimigos, desafetos, chefes, ex-maridos e etcs?
Porque eu conheço pessoas que podem fazer isso com um simples diálogo.
E ainda vão querer convencer a pessoa de que foi ela quem mereceu isso.
Quem tiver interesse, entre em contato comigo que eu encaminho.

domingo, novembro 02, 2008

Tenho a impressão

... de que já publiquei isso aqui antes...

Saying 'I Love you' is not the words
I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

sexta-feira, outubro 31, 2008

Eu tô falando....

Fernanda Young briga, larga peça e vai para Paris

A atriz fez apenas duas apresentações de "A Idéia", de sua autoria, no Teatro Folha, em São Paulo, e decidiu parar tudo (ela viajou para Paris) depois de se desentender com a produção da peça. A assessora dela, Renata, nega. "Não teve nada disso. Além de estar cansada, ela queria se dedicar a outros projetos e às filhas", disse. Mas não é isso o que se comenta nos bastidores. Desde a semana passada, o teatro está sem espetáculo nenhum na faixa das 21h, às quartas e quintas, porque Fernanda avisou em cima da hora que não faria mais. Quem comprou convite teve de trocá-lo por outra peça que está em cartaz. Márcia Cabrita está ensaiando para substituí-la no monólogo.

Comentário 1: porque não dão pra MIM uma temporada no Folha, então, cacete?
Comentário 2: Quer dizer que se ela tivesse largado a temporada porque "tá cansada e queria se dedicar a outros projetos" não teria problema?
Comentário 3: Como assim, tô estressada, vou pra Paris? Já dava pra eu ter dado uma volta ao mundo, se a vida fosse assim de verdade...

terça-feira, outubro 28, 2008

Houston, we have a problem

Tem alguma coisa muito, muito errada com o mundo do teatro.
Tem ator que não tem talento mas quer ser ator; tem gente que tem talento mas não encontra trabalho; tem gente que tinha um trabalho e aí passou a ter dois e agora voltou a ter um de novo; tem gente que quer arrumar trabalho mas não se esforça muito pra isso; tem gente que se esforça pra caralho e não pega trabalho nenhum; tem gente que faz peça mó legal e não tem público; tem gente que tem público pra cacete e a peça é uma bosta; tem gente que tem pouco público mas tem muito dinheiro; tem gente que tá cheio de público e tá cheio de dívida; tem gente que tá super a fim só não tem tempo; tem gente que diz que está a fim mas só tá querendo se enganar; tem gente que é super comprometida enquanto não aparece outra coisa; tem gente que tem trabalho e tá reclamando de barriga cheia; tem gente que prefere não trabalhar a fazer trabalho ruim; tem gente que prefere fazer qualquer coisa a ficar em casa sem trabalhar; tem gente que quer trabalhar, desde que você não trabalhe; tem gente que até trabalha, desde que você faça tudo; tem gente que pula fora em cima da hora; tem gente que tem medo de arriscar; tem gente que só quer saber de fechar o borderô no final da semana; tem gente que já foi embora faz tempo; tem gente que prefere arranjar outro emprego; tem gente que quer divulgar seu trabalho, mas não deixam; tem gente pra tudo e tem algo muito, muito estranho nisto.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Chuta que é macumba!

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Há um enorme vazio dentro de mim.
Mas não se preocupem, já tô preenchendo com comida.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Milagres

E comprovando que milagres acontecem, ontem eu tomei a tal vacina da rubéola.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Eu juro por Deus.
Tem hora que eu queria sumir.
Sumir. Desaparecer. Desintegrar. Escafeder.
Tirar férias da vida e viajar pra putaquepariu onde ninguém me encontrasse ou pudesse falar comigo, só pra descobrir se as pessoas iam sentir falta de mim.
Ou melhor, só pra descobrir se eu ia sentir falta das pessoas.
Porque eu tô de saco cheio de não ter espaço nem pra respirar nem pra ser feliz.
Ou então alguém vem e me explica que merda é essa. Vem e me explica pra que diabos eu tenho que aguentar isso, ou pra que diabos eu não vou de verdade pra putaquepariu e não volto nunca mais.
Nunca mais!
Nunca!
Sabe nunca????
Então, nunca.
N-U-N-C-A.
Porque o SEMPRE, esse já tá me cansando.

sexta-feira, outubro 03, 2008

E hoje...

São de Cera as Luzes da Cidade
texto e direção de Paulo F.
Com: Marina Franco e Paulinho Faria

Teatro Ruth escobar
Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista

Hoje e amanhã, as 21h30, e domingo as 20h.
Compre seu ingresso promocional a R$5,00 bem aqui, ó!

Não vi sentido

Tá. Me chamem de insensível. Mas, porra, dá uma lida nisso:

O escritor português José Saramago, prêmio Nobel da Literatura em 1998, diminuiu hoje a importância do boicote da Federação Nacional de Cegos (NFB) dos Estados Unidos ao filme "Ensaio sobre a Cegueira", dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. Saramago afirmou à emissora "TSF" que os líderes da NFB se pronunciam sobre um filme que "infelizmente não puderam ver" e que julgam por comentários de terceiros. "Isto não é uma polêmica, pois para que esta exista são necessários dois interlocutores. Neste caso, trata-se de uma associação de cegos que decide ter uma opinião sobre um filme que não viu", declarou o escritor português. (...) A NFB condenou o filme por entender que os cegos são apresentados como incompetentes e depravados, além de convocar seus membros a protestarem diante das 75 salas nas quais a obra estreará hoje nos cinemas americanos.

Ah, putaquemepariu: primeiro, que quem é cego obviamente não viu o filme; segundo, que quem é cego não veria o filme de qualquer maneira, então a palavra "boicote" soa meio estranha nesse contexto; terceiro, que como funciona esse protesto? Eles carregam uma faixa escrito "você que é cego como nós, não veja o filme do Meirelles"?
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Falando em cego, enjoy!



segunda-feira, setembro 29, 2008

Ah, eu esqueci de dizer

... que eu assisti A Noite dos Palhaços Mudos lá nos Parlapatões semana passada, e eu recomendo pra qualquer pessoa entre 3 e 98 anos de idade, que tenha um mínimo de senso de humor.
La Mínima! Segundo espetáculo (já vi O Médico e os Monstros, que tá em cartaz no SESI de graça, e se você ainda não viu, corre!) que vejo esse ano e segundo espetáculo que acho fantástico. Me ganharam pro resto da vida, já...

No DVD no meu quarto...

Alta Fidelidade - emprestei do Paulo pra rever. Porra, como esse filme é bom, né? Eu tinha quase esquecido... bonito, com personalidade, bom elenco. Aliás, vou reler o livro, também.

O Melhor de Chapolin Colorado - Sim, eu comprei! Só pra poder ter em casa o episódio do Pirata Alma Negra!!! Uhuuuu!!!!
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Semana passada acabou a Semana Britânica lá na Cultura, que aliás foi muito bacana, e ontem foi o último dia do Quanto tempo o tempo tem? lá no Martins Penna - que, aliás, foi muito bacana também.
Agora o tempo livre supostamente deveria aumentar, mas não me parece ser isso o que está pra acontecer.
E enquanto isso, no Ruth Escobar, o prejuízo continua...

quarta-feira, setembro 24, 2008

Num cinema perto de você

Ensaio sobre a Cegueira - Ah, cara, na boa, né? Se você quer fazer um filme baseado no livro do Saramago, você tem que se comprometer a chafurdar na lama. Porque é isso que o livro faz: mostra o que há de mais podre na sociedade. Então, não me venha colocar musiquinhas e cortar cenas de estupro porque são fortes demais. A parte em que eles estão confinados é até melhorzinha, mas eles vão parar lá do nada, saem de lá por motivo algum e o filme acaba com aquela sensação de que era pra ser um puta filme forte, mas isso foi tudo que a gente conseguiu fazer sem perder nosso patrocínio, ok? Mas como o livro é meio infilmável, dou uma estrelinha a mais pela coragem. E, ah, leiam o blog, é bacana.

Crítica da Folha: Melhor ver isso do que ser cego. Três estrelas.

Mamma Mia! - hummm... ahn... bem... não sei o que dizer. Descobri que o Abba é muito mais legal do que eu lembrava, confirmei que a Meryl Streep é uma puta atriz (gente, tem alguma coisa que essa mulher não banque? De editora de moda à mãe judia, o que pedirem pra ela fazer, ela compra!), gostei de algumas cenas, mas enchi o saco com aquela festança toda e com aquele roteiro 'a gente vai fazer de um tudo pra colocar o maior número de músicas do Abba possível, mesmo que não dê pra aprofundar muito os conflitos da história, ok?' Mas é divertido, principalmente nas cenas em que eles não se levam muito a sério.

Crítica da Folha: Daaaaanciiiiiiiiiiiing queeeeeeeennnnnn... only seventeeeeeeeeennnnnnn.... Três estrelas.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Da difícil arte de fazer arte

Ontem eu reclamava só das piadinhas do tipo: ah, mas você nem trabalha, né, você é artista...
Hoje o buraco é mais embaixo.
Hoje tem o cansaço de ter que apresentar de final de semana, e trabalhar de segunda a sexta também - porque é horário comercial, tem divulgação pra fazer, tem banco pra passar, tem coisa pra comprar, tem gente com quem conversar, tem aula pra dar, tem ensaio pra fazer.
Hoje tem a grana. Antes eu só reclamava que ela não entrava. Hoje ela até entra, mas sai muito mais, mesmo quando nem tem mais de onde sair.
Hoje tem que cancelar espetáculo porque não tem público- ou você tem que fazer a peça pra três, quatro pessoas mesmo, pra ninguém voltar pra casa.
Só que hoje a administração do teatro não tem dó de você, e você vai pagar o mínimo de valor de locação de qualquer jeito, e sua conta vai ficar negativa. E no andar de cima tem uma peça com um nome bizarro, com uma foto bizarra e um cartaz bizarro e que tá lotada, porque o público quer ir lá e se divertir, quer rir, quer ir comer pizza depois e quer saber?
Eu não culpo o público por isso.
Porque ninguém nunca foi ensinado a pensar e nem a gostar de arte, então qual é a surpresa? O povo vai ao teatro pra ver a extensão da Rede Globo, a extensão da novela das oito, a extensão do Zorra Total, d' A Praça é Nossa e de seja lá o que for e quer saber?
Eu não culpo a rede Globo por isso.
Eu não culpo ninguém por porra nenhuma.
Eu só quero saber como vou arranjar público e recuperar os mais de R$ 2.000,00 em dívidas (não, não é um valor em pesos argentinos) e me livrar da frustração de confirmar o que é óbvio: a gente paga pra fazer arte neste país. E ninguém vai pagar a gente de volta.
Tá foda, viu...
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Mas agora, pensem comigo.
No teatro Ruth Escobar tem três salas de espetáculo, que somadas comportam 766 espectadores.
Vamos considerar um sábado a noite, quando o teatro está bem lotado, e arredondar pra 750 pra facilitar.
Na frente do teatro tem um (e apenas um) pipoqueiro.
Vamos supor que um terço das pessoas comprem pipocas antes ou depois do espetáculo. São 250 pessoas. A pipoca custa 3 reais. São 750 reais. Tirando uns gastos daqui e outros dali, o cara tira 600 reais, só em um sábado, só em pipoca, sem contar as balinhas de goma, os halls, os amendoinzinhos, etc. Sem contar as apresentações de quinta, sexta e domingo. Sem contar os espetáculos infantis e suas crianças catarrentas que devem consumir pipoca em baldes.
Taí uma coisa pra refletir.

sexta-feira, setembro 19, 2008

SÃO DE CERA AS LUZES DA CIDADE

Hoje tem!

Inspirada na poética do compositor gaúcho Nei Lisboa, a peça conta a história de Camila e Arthur, um casal em busca de seus sonhos. Ele é um desenhista de histórias em quadrinhos, mas não consegue se concentrar no trabalho. Ela decide abandonar o emprego para se tornar uma cantora de blues. A partir daí seus caminhos começam a se separar. Enquanto Arthur opta por continuar solitário em seu apartamento, Camila começa a experimentar um novo mundo de arte e boemia onde tudo o que sempre sonhou está a um passo de distância. Sempre a um passo de distância.

O ingresso custa R$ 20,00, mas se você imprimir este flyer aí em cima você paga R$10,00 , e se você comprar pela promoção da Apetesp (www.ingresso.com.br) você paga R$ 5,00.

E se você quiser saber mais, você entra no blog da peça que tá linkado aí do lado.

E se você for o Camilo e for assistir nesse fim de semana e me avisar por celular o dia que você vai, você ganha uma trufa. Não aceitaremos representantes nem procurações.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Acabei...


E agora tô na merda, porque vou ter que fazer como todos os mortais e esperar lançar a quinta temporada nos USA, baixar da internet, etc, etc. Será que vou resisitir?
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Poucas coisas na vida são tão boas quanto chegar em casa e descobrir que o chefe da sua mãe ganhou uma caixa de trufas da Chocolat du Jour e, por increça que parível, não quis e está repassando-as à você...

quarta-feira, setembro 10, 2008

...

He draws him after him. As before.

ESTRAGON:
How long have we been together all the time now?

VLADIMIR:
I don't know. Fifty years maybe.

ESTRAGON:
Wait! (
He moves away from Vladimir.) I sometimes wonder if we wouldn't have been better off alone, each one for himself. We weren't made for the same road.

VLADIMIR:
(
without anger). It's not certain.

ESTRAGON:
No, nothing is certain.

Vladimir slowly crosses the stage and sits down beside Estragon. #

VLADIMIR:
We can still part, if you think it would be better.

ESTRAGON:
It's not worthwhile now.

Silence.

VLADIMIR:
No, it's not worthwhile now.

Silence.

ESTRAGON:
Well, shall we go?

VLADIMIR:
Yes, let's go.
(They do not move.)

terça-feira, setembro 09, 2008

Uma longa queda

Já que eu não tenho televisão, tenho que ler.... oh, vida cruel!
Ontem de madrugada (sim, continuo ficando acordada de madrugada e depois não aguentando acordar cedo, maldita mania) terminei o Uma Longa Queda, do Nick Hornby. Quatro pessoas se encontram por acaso no topo de um prédio, todas pensando em se suicidar. E por acaso, elas resolvem descer e por acaso continuam juntas e vivas e outras coisas acontecem.
Consegue ser um livro sobre um tema denso, sem ser depressivo demais, nem superficial. E tem uma narrativa bacana, com os quatro se revezando como narradores da história. Não é um livro mega-ultra-genial-revolucionário- marcaráprasempreahistóriadaliteratura, mas vale a pena, e bastante. Bem bacaninha...
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Fernanda, você precisa ir lá tomar a tal vacina. Você precisa ir lá e tomar a tal vacina, Você precisa ir lá e tomar a tal vacina.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Enquanto isso, no Orkut

Sorte de hoje: Hoje é um bom dia para distribuir alegria.

Que beleza.
Espero que a pessoa que está distribuindo se lembre de passar aqui em casa.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Bah!

Porque a vida é assim.
A sua TV a cabo pára de funcionar, você demora meses pra ligar pra NET, a NET demora meses pra vir, e quando finalmente tudo se resolve e você volta a ter 5678 canais...
a sua TV queima.
Bacana.
Mas Deus não tem mesmo sido muito justo nos últimos tempos, então não é logo disso que eu vou ficar me lamentando...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Tô no clima...

I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah
I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby

What it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five

I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah
I care but I'm worthless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby

What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright
I've got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette

What it all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm shy but I'm friendly baby
I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano

What it all comes down to my friends
Is that everything's just fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxicab...

terça-feira, agosto 12, 2008

Mr. Polonius Cactus

É meu mais novo companheiro, e vive aqui em casa desde ontem, quando não resisti ao ver sua carinha marota na loja de jardinagem. Ele é áspero, mas no fundo é um cara legal.


Olha aí o meu guri...

"Segundo o Feng shui, os cactos são considerados guardiões, por serem purificadores de ambientes. Por viverem em regiões áridas e isoladas, ajudam as pessoas a conhecerem sua força interna em momentos de solidão. Os espinhos podem parecer hostis, mas fazem parte da estratégia de sobrevivência da planta, transmitindo proteção e segurança ao seu portador. Tê-las por perto é um lembrete de vitalidade, persistência e integração com tudo que está à nossa volta."


Confraternizando com a vizinhança...

segunda-feira, agosto 11, 2008

:-(

quinta-feira, agosto 07, 2008

Tempo, tempo, tempo, tempo

Ele vai passando e a gente vai transformando tudo que aconteceu em memória e a memória é um bicho traiçoeiro porque ela não é real, não é palpável, e como tudo que não é real nem palpável a gente pode fazer dela o que a gente quiser. A gente pode, até, se perder e acreditar que foram bons aqueles momentos que passaram - e que no fundo não foram tão bons assim. E vice-versa.
E esperança também não é palpável.
E fazer planos também não é.
E imaginar o futuro é menos ainda.
E o medo também não é palpável, mas a diferença é que com ele a coisa funciona ao contrário: ele é que faz da gente o que bem quer.
E realizações não são palpáveis. E talento também não. Nem capacidade, nem abnegação, nem insitência, nem perseverança, e se não dá pra medir, e se não dá pra saber, como recuperar, meu Deus?
E o tempo, que também não é palpável mas que a gente deu um jeito de medir, vai passando e vai levando as coisas e não volta mais.
E no final, o que fica?
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Este trecho não tem a ver com o resto do post. É outro clima. Mudem de estação aí no rádio da cabeça de vocês.
Domingo de manhã tocou o telefone. Era o meu avô. O meu avô de Portugal, claro, já que não tem mais outra opção... Aí que ele vai casar. Ele vai casar de novo. Vai casar com a viúva do irmão da esposa dele antes dele ficar viúvo. (oi?)
E ele tem o que? 80 anos? E vai casar. E ligou pra perguntar se a gente permite. E se a gente concorda, porque senão, ele não casa. E é claro que eu concordo. Ele tá mais feliz.
Meu avô vai casar. Taí uma coisa que eu jamais ousaria imaginar.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Por que mesmo eu resolvi sair da cama hoje?

sexta-feira, agosto 01, 2008

Love, love, love....

Daí que ontem fui na papelaria tirar xerox e no balcão tinha um mostruário de cartões de aniversário- pior, aqueles cartões dobrados que viram caixinhas...
Cara, tem coisa mais brega, fora de moda, equivocada que cartão de aniversário?
É impessoal pra cacete, tem uns textos horrorosos, uns desenhos piores, são caros, e dar um cartão é quase o mesmo que dizer que não quis comprar um presente.
Qual a função do cartão de aniversário no mundo de hoje?
Já que quer ser impessoal, manda SMS, cacete... custa só 30 cents.
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E falando em coisas sem função, hoje eu tava lembrando da máquina fotográfica Love - aquela que você usava uma vez, mandava a máquina inteira pra revelar e depois tinha que comprar outra, lembra? Ainda tinha o maravilhoso cubo de flash...

Eu tinha essa maquininha quando tinhas uns, sei lá, doze anos. E isso porque ganhei numa promoção. Aqui em casa nunca fomos muito ligados nestas questões tecnológicas. A gente vivia sem videocassete e sem aparelho de som até muito tempo depois de todas as pessoas já terem aparelho de videocassete e de som... e quando surgiram os CDs, a gente ouvia em um diskman (doado pelo meu tio, que não queria mais) ligado nas caixas da nossa estimada vitrola- (que, por sinal, a gente só tinha porque o resto da família resolveu fazer uma vaquinha e comprar pra gente).
O DVD só chegou aqui em casa depois de muito tempo, também, e num negócio maluco aí que meu pai fez com meu outro tio que pegou o aparelho como pagamento de uma dívida com um ex-cliente dele (!!!). O DVD era uma bosta, e só foi trocado porque o Paulo me deu o DVD velho dele depois que ganhou um outro ótimo de ultimíssima geração que dá pra assistir coisas que a gente baixa da internet (tipo a quarta temporada de Lost... hehehehe).
Meu celular não tem câmera, meu MP3 é daqueles simplesinhos da Sony (que você compra nos Stand Centers da vida, e, se olhar no site da Sony, percebe que o modelo não existe), não tenho filmadora, minha máquina fotográfica tá ultrapassada...
E sabe? Não sinto falta e não entendo essas pessoas que se enchem de dívidas pra ter as coisas mais tecnológicas do mercado?
A minha parte em mate com leite, por favor.

sábado, julho 26, 2008

Terceira temporaaaaadaaaa

Ta na na na na na Ta na na na na na na na na na na


Mas, apesar de não parecer, eu faço outras coisas da vida, tá, gente?
Juro.

terça-feira, julho 15, 2008

Segunda temporada

Vira, vira, vira, vira, vira....

quinta-feira, julho 10, 2008

Já vi esse filme


Santa Casa de Belém afirma que 63 bebês morreram desde junho

Certeza que tem um dedo do Herodes nesta história...

Certeza!

segunda-feira, julho 07, 2008

Lost

Eu sei, eu sou a pessoa mais atrasada do mundo.
Nunca me arrisquei a ver Lost, peguei um outro episódio por aí, soltos, e como não entendi porra nenhuma, nem encanei.
Só agora que aluguei a primeira temporada completa eu descobri que é viciante. Só ontem assisti 11 episódios.
E tudo em inglês com legenda em inglês, que eu tô numas de estudar.
Pior que não dá nem pra digitar Lost no Google e saber mais sobre a série, que você acaba sabendo demais.
Tipo, nesse desenho. Mas ele é tão bonitinho que eu não resisti. Até porque não deve ser novidade pra ninguém além de mim...

quarta-feira, julho 02, 2008

Post consumista

Na segunda, final da tarde, depois de levar um bolo da produtora, fomos eu e Maju dar voltinha no Iguatemi (somos chiques, bem!) e, tchanananaaaaaan: liquidação na Zara!!!!
Duas blusas novas. EEEE!
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Enfim, comprei minha bota preta!
Ou melhor, escolhi a bota preta que minha mãe me deu de aniversário (em março, lembra?).
E de quebra, peguei duas promoções de calça jeans por 39.90 cada! Um achado!
Isso sim é uma terça à noite bem aproveitada num shopping.
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Aproveito para expressar minha indignação diante do fato de o estacionamento do Anália Franco agora ser pago. Ora vá. Não é porque eu vou lá que tenho dinheiro pra gastar....
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E sabe o que mais eu decidi na minha vida?
Que quero um All Star novo. Eles andam tão bonitinhos, não andam?
E tão caros! Mas deixa cair meu próximo pagamento...


(foto ilustrativa. não quero comprar nenhum desses)
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Já falei também que tenho um cartão de crédito novo, com limite maior?
Porque sem essa informação este post não faria sentido.
Cartões de crédito são um grande mal da humanidade.
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Carol, não esquece nosso brechó na sexta, viu!?


terça-feira, julho 01, 2008

The same old story of Romeo and Juliet

Umas fotinhos pra sempre lembrar desses queridos que sabem que teatro, acima de tudo, tem que ser divertido....


terça-feira, junho 24, 2008

Lição do dia

É melhor a sensação de dever cumprido após um dever comprido.

Pra vida, essa!

segunda-feira, junho 23, 2008

É sempre assim....

Nada acontece por meses e, depois, tudo acontece ao mesmo tempo. Agora.
Foda, viu...

sexta-feira, junho 13, 2008

Adeus, 25 de março!

A partir de agora, só frequentarei o Brás.
Menos gente, mais opção e vaga pra deixar o carro. Varejo. E sem camelôs.
Pra vida.

segunda-feira, junho 09, 2008

Love is in the air

E as promoções de Dia dos Namorados nos Shoppings, hein?
No Anália Franco, a cada 200 reais em compras você ganha um conjunto de marcadores para taças de vinho. No Aricanduva, a cada 100 reais em compras mais 5 reais você ganha uma linda sacola ecológica exclusiva. Frei Caneca, junte 150 em compras mais 5 e troque por uma caneca com a foto do seu amor. No Eldorado, a cada 250 você ganha seu próprio DVD animado. West Plaza, 150 em compras, uma almofada de algodão.
Oh, são todas tão boas, meu Deus, qual escolher?
Escolho a do Shopping Paulista, que além de ter uma promoção chumbrega, tem o pior slogan da face da terra:
“A grande vantagem de você ser amante da arte é que não tem problema nenhum se o seu namorado souber”.
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Quem aqui, como eu, entra no seu perfil do Orkut e se vê amigo de pessoas que não faz a menor idéia de quem sejam????

sexta-feira, junho 06, 2008

Mas por que

que eu tenho que fazer da minha vida algo tão difícil?

quarta-feira, junho 04, 2008

Despedida

E eis que resolvemos encerrar nossa temporada no Corleonne.
A última apresentação do show Por Increça que Parível será dia 10 de junho, terça-feira que vem.
Saideira das saideiras, então, quem quiser ir de graça, me manda um e-mail que será prontamente atendido.
E seguirei, então, confiante nas palavras do Orkut:

Sorte de hoje: Os seus talentos serão reconhecidos e devidamente recompensados

inspirada pelas palavras do Rei:

Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir

e no embalo de temas de despedida tão tão emocionantes...




Cara, sem brincadeira.
Longe de mim querer fazer propaganda da minha própria desgraça, mas por acaso, você, amigo ator, já se apresentou para um público de sete pessoas, sendo dois convidados, três com cara de cu que obviamente não vieram até ali pra te assistir, e dois cegos?????

"Cantei, cantei, até ficar com dó de mim... e me tranquei no camarim.. tomei um calmante.. um espumante... um bocado de gim..."

segunda-feira, junho 02, 2008

Maldita tecla soneca...

Eu tenho problemas sérios com o despertador.
Sempre tive.
Houve uma época em que meu despertador era a minha mãe e essa, sim, funcionava. Insistia, insistia, insistia, até que você resolvia colocar seus pés fora da cama e tomar uma atitude. Claro que aos poucos ele foi perdendo a força, mas até hoje, resolve. Nessa época remota havia também o despertador modelo Meu Pai, que funcionava muito mais rápido, mas trazia como reação adversa um mau humor desgraçado de quem acordou ouvindo gritos. Era foda.
Daí surgiram esses celulares que despertam. A princípio, achei a idéia ótima. Você programava, ele despertava, e veja bem, não tinha problema se acabasse a força, nem nada. Seria perfeito, se não tivesse também uma tecla soneca.
Logo comecei a tentar vencer o aparelho, programando o despertador para vinte minutos antes do horário em que eu realmente precisava acordar. Assim, driblava a tecla soneca.
Eis que, então, troquei de aparelho celular, e este não tinha a tal tecla maldita. Pensei - opa, agora meus problemas acabaram. Mas logo minha mente semi-desperta se habituou e reprogramava o celular para depois de cinco minutos, numa tecla soneca improvisada e burra, e eis que os vinte minutos foram tornando-se trinta, quarenta...
Hoje, chego ao cúmulo de programar meu celular pra tocar uma hora e vinte antes do horário correto. E de dez em dez minutos, o celular toca, eu reprogramo e volto a dormir. Sonambulicamente, sem ter muita idéia do que estou fazendo.
O pior de tudo nesta história é que em alguns dias, como hoje, por exemplo, a mente não lembra que tem que reprogramar e eu perco completamente a hora.
Isto está começando a virar algo bem pouco saudável...
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Dois dias, Salto, frio, milho cozido, bolo de mandioca da Vó e o jogo mais divertido do mundo:cuja imagem eu fui procurar no Google e acabei encontrando isto aqui:
Ápaputaquipariu!!!

quarta-feira, maio 28, 2008

Gripadona e cansadinha

Louca pra ficar em casa dormindo o dia inteiro.
Talvez eu realmente faça isso...

terça-feira, maio 27, 2008

(Pausa)

Não vou dizer que estou sem tempo pra escrever no blog porque é mentira.
Essa coisa de estou sem tempo é a grande desculpa do mundo contamporâneo, não é? Tô meio de saco cheio dessa história de "não tive tempo". Se não tem, compra, meu amigo! É pra isso que você vive num mundo capitalista. Então, não me venha com chorumelas e assuma logo que não fez porque não quis, porquê não tava a fim, porquê tinha coisas mais importantes pra fazer.
E eu, se quisesse, teria tempo e assunto mais que suficientes pra escrever aqui diariamente. Até três vezes ao dia. Quem escova os dentes três vezes ao dia, escreve num blog três vezes ao dia tranquilamente.
Acontece que eu fico sempre esperando que algo digno de nota aconteça. Alguma notícia revolucionária, alguma novidade bombástica, algum divisor de águas. E nada nunca é bom o suficiente. Então eu vou protelando e quando vejo já faz um mês que eu não escrevo. Coisa de gente que espera da vida mais do que a vida é capaz de dar. Enfim...
Eu assisti trilhões de peças e filmes que eu queria comentar minimamente só pra não perder o costume, mas como eu já perdi o costume mesmo, quando der eu volto aqui e escrevo...

quarta-feira, maio 14, 2008

Se joga, Thiago!!!

Meu primo nasceu hoje de manhã.
Gracinha!

quarta-feira, abril 30, 2008

É impressionante como não tem UM filho da puta em que se possa confiar nessa porra desse mundinho de merda.

quinta-feira, abril 24, 2008

LOST

Não percam a próxima temporada....


Mancaaaaadaaaaaaaaaa....

quarta-feira, abril 23, 2008

Ontem teve um terremoto, mas eu não senti nada.
Só pra registrar.

terça-feira, abril 22, 2008

Como sempre...

Daí ontem teve toda aquela papagaiada da entrevista exclusiva dos pais da menina Isabela no Fantástico. Nem assisti essa merda.
Primeiro, que eu já tô de saco cheio desse assunto, que está sendo explorado pela mídia até não poder mais - li na Folha, acho, que a audiência dos telejornais subiu tipo 46% desde que as investigações começaram. Ou seja, um crime como esse é tudo que a imprensa quer. Vende revista, vende jornal, uma gracinha... daí uma porra de um jornal coloca na capa em letras garrafais PÁRA, PÁRA, PAPAI! , e a Veja deve ter feito até um gráfico mostrando o tempo que demorou pra matar a menina e o caminho que os pais fizeram, e o Datena, então, acompanha do café da manhã ao jantar da tal da Anna Jatobá.
Nessas horas eu dou graças a Deus por, há quase dez anos atrás, ter desencanado do jornalismo e escolhido as artes cênicas. Porque essa profissão é foda. Manter a ética nessa profissão é mais foda ainda. E eu me comovo, e acho cruel e monstruoso e absurdo um filho da puta jogar a própria filha pela janela, é claro, não pensem que sou insensível, mas o circo que se arma em torno de tudo é o que me incomoda.
E como sempre, todo mundo indignado, gente pichando parede, gente fazendo passeata, e daqui a algumas semanas ninguém vai lembrar de nada disso. Como sempre.
E sabendo dessa entevista no Fantástico ontem, o pessoal chorando e tals, lembrei que há uns tempos a tal da Suzane Von Ritchofen foi lá, também, chorar as pitangas instruída pelo advogado e pelo tutor. Papagaiada. Por isso, nem me dei ao trabalho de olhar para a TV.
Aliás, alguém lembra da Von Ritchofen? E do molequinho arrastado pelo carro no Rio de Janeiro, alguém lembra? E o japonesinho que virou campanha pela paz, o que aconteceu com a família dele? Fora os vários casos por aí que nem eu lembro.
Tudo fogo de palha.
Então, deixem a menina Isabela em paz. Que ela era, pura e simplesmente, mais uma fã da Ariclê Perez ( desculpa, gente, não resisti.... não me condenem...)

quarta-feira, abril 16, 2008

Fracasso

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Ele está sempre rondando...

quinta-feira, abril 10, 2008

Cãibra

Dói.
Dói muito.
E tem acontecido com frequência, na panturrilha esquerda, durante a noite.
Já encomendei bananas e bolsas de água quente.
Que só me faltava essa...

quarta-feira, abril 02, 2008

Nossa, eu vi esse filme, lembra?

Correria dos infernos. Vi várias coisas nos últimos tempos, não postei nada. Vou dar uma pincelada rápida que eu tô com sono. Só pra daqui a três anos ver o blog e pensar: puxa, eu vi essa peça, é mesmo, olha só! Era ruim, né? Mas na época eu achei tão boa... (e vice-versa).

Hamlet S A - Um visual muito bonito, mas um discurso vazio e uma direção esquisita- a peça tem sete começos, doze finais, mas não tem meio. Os atores até se esforçam, tem momentos engraçados, mas... há algo de podre no reino da Dinamarca.



Aos ossos que tanto doem no inverno - Um texto fantástico, bonito, simples, envolvente, poético, sei lá mais o quê. Uma montagem simples mas muito bem executada. E dois atores que se entregam tanto, tanto praquilo que chega a dar inveja. E sabe, gosto cada vez mais daquela salinha pequena do Ruth Escobar?



O Campo - definitivamente, o Martin Crimp é estranho, e a montagem é tão estranha quanto ele. A luz não combina com o cenário que não combina com o figurino que não combina com os atores que parece que não combinaram direito como iam fazer aquilo. Espero que seja proposital, porque senão... De qualquer jeito, não sei se culpa do texto ou da montagem, da metade pro final o mistério e o estranhamento viraram uma chatice mesmo.



Cymbeline - AH! QUE COISA MAIS LINDA, LINDA, LINDA, LINDA, LINDA, DE RIR E DE CHORAR AO MESMO TEMPO, INTELIGENTE, BEM FEITA, CHEIA DE BOM HUMOR, COM ATORES EXCELENTES, COM UMA TRILHA SONORA ÓTIMA, COM UM TEXTO DIVERTIDÍSSIMO, QUE MAIS ALGUÉM PODE QUERER NUM SÁBADO A TARDE, DEUS MEU?


A Pequena Sereia - alugamos pra rever. Vocês tem noção que A Pequena Sereia é de 89??? E eu que sempre pensava nele como um dos desenhos novos da Disney. O tempo passou na janela e só a Fernanda Gama não viu. É lindo, é ótimo, nem preciso dizer, mas me fala: e aquele vestido de noiva com aquela manga bufante horrorosa que ela usa no final? Tinha que ser anos 80, meeeesmo...


Não estou lá - Nem eu! Que eu fui no cinema hoje pra ver, tava cansada pra caralho, dormi na porra do filme e fiquei puta porque parecia ser bom!
Caralho, viu!!!!

quarta-feira, março 26, 2008

Ontem

Minha mãe me deu uma bota.
A Meissa e a Dea me deram um kit do Boticário.
A Dea me deu também um creme Victoria Secret.
A Cris me deu uma necessaire xadrez.
O Paulo me deu uma caixa de bombom, um bolo, um beijo e um vídeo lindo.
A Maju me deu um emprego.
Amo muito tudo isso.

terça-feira, março 25, 2008

25 no 25

Parabéns pra mim!!!
25 anos. Um quarto de século.
Isso é tempo pra caramba.
E a tendência é piorar.

segunda-feira, março 24, 2008

Ai, fala sério



...ela não é bonitinha???

quarta-feira, março 19, 2008

Paixão

Eu devia ter mais ou menos uns sete anos, e estava dormindo na casa da minha tia ( crianças adoram dormir nas casas dos primos pra brincar até mais tarde... ). Me lembro de acordar no meio da noite, olhar para a beirada da cama e ver uma mulher arrumando o cobertor. Me lembro de pensar que devia ser minha tia, deitar de novo e dormir.
Só muitas horas ou dias depois fui pensar que a mulher era magra demais para ser minha tia.
Só dez anos depois fui conhecer minha avó e descobrir que a mulher era idêntica a ela.
Não sei explicar este fato.
Minha avó sempre foi quase um personagem inventado. Até os 17 anos, ela era só um cartão de Natal que chegava de Portugal no fim do ano, e uma voz ao telefone de tempos em tempos - ligações internacionais eram muito mais caras nestes dias - dizendo que queria me conhecer. Com o passar dos anos a voz foi ficando chorosa. Mais alguns anos, e eu tinha que falar bem alto pra que ela me entendesse. Mais alguns anos, e eu tinha que pedir ao meu avô pra mandar um beijo pra ela, já que ela não conseguia mais falar no telefone.
Quando eu tinha dezessete e fui pra Portugal pela primeira vez, e cheguei na aldeiazinha de casas de pedra e burros andando pelas ruelas de terra e entrei naquela casa escura, ela me viu e só chorou. Eu devia ser um sonho enfim realizado. Ela devia ser a mulher do sonho, a mulher do meio da noite, a mulher da beirada da cama, não sei.
Nas duas semanas que passei com meus avós, enquanto ficávamos sentadas no sofá da sala, ela vendo novelas brasileiras na TV, eu lendo páginas e páginas dos meus livros, às vezes ela me chamava pelo meu nome, às vezes pelo nome da minha mãe, às vezes só me olhava como se não acreditasse no que estava vendo. E eu chorava cada vez que encontrava teias de aranha ao abrir uma janela que não era aberta há muitos anos. E ela só dizia: feche, filha, feche. Tanta luz não me apetece. Eu fechava. E ela me oferecia madalenas com geléia. Ela já não podia mais cozinhar e fazer todos aqueles pratos maravilhosos que meu pai contava que ela fazia, e que eu não pude provar.
Na segunda vez que fui a Portugal, ela já estava presa a uma cama. Já não andava, já não falava, já não podia me reconhecer. Mas os olhinhos ficavam agitadas sempre que alguém dizia: sua neta está aqui, Paixão! Eu me sentava na cama ao lado dela e passava horas lendo páginas e páginas dos meus livros, às vezes a chamava pelo nome, às vezes simplesmente a olhava como se não acreditasse no que estava vendo.
Eram duas e meia da manhã quando o telefone tocou. Corri, atendi e quando ouvi aquele sotaque lusitando ao telefone, eu já sabia.
Inbraima da Paixão Cruz faleceu às 6h da manhã ( horário português ) do dia 19 de março de 2008, em decorrência de pneumonia e de tudo que o Alzheimer já havia causado. Deixa um marido solitário para o resto da vida, um filho que insiste em fingir que não tem vontade de chorar, e uma neta que chora por saber que a essa hora ela está a no mínimo 15 horas de vôo de distância, que não vai ter a possibilidade de vê-la pela última vez e que tem apenas algumas fotos para lembrar da avó que ela por pouco (não) conheceu. Que perdeu alguém que nunca foi de verdade sua, mas ao mesmo tempo esteve com ela sempre, todos os dias, o tempo inteiro.

sábado, março 15, 2008

Duas vezes atrasada

Primeiro, porque demorei pra ver o filme.
Segundo, porque demorei pra escrever algo sobre ele depois que vi.
Mas agora, posso e devo dizer que conferi Piaf - Um Hino ao Amor e sim, minha gente...
A mulher é um escândalo! Você a vê em cena e pensa que ela está incorporando a Piaf - e aí eu penso como posso ter essa impressão se nunca na vida vi a Piaf ???? Mistérios...
Enfim, estou desistindo da carreira de atriz...
O filme é um tanto melodrámatico, como não poderia deixar de ser pra contar a história (sofridíssima) dessa mulher. Algumas sequências são lindas de doer, mas não vou dizer quais, porque vai que alguém ainda não assistiu - terá alguém mais atrasado que eu?

Crítica da Folha: Non, Je ne regrette rien!!! 4 estrelas





Marion Cotillard ganhando o Oscar (à esq) e Marion Cotillard ganhando o Oscar (à dir).

quarta-feira, março 12, 2008

Estre(ss)amos!!!

Nunca, em toda a vida, tive uma estréia tão lotada.
Nem com tantos problemas técnicos... o caos, o caos, o caos... mas, faz parte da vida!
Estou muito feliz e aliviada e empolgada e preocupadíssima com o show do mês que vem, já.
E pensando em modificações necessárias para semana que vem.
Mas calma, que Deus fez o mundo em seis dias e nem assim conseguiu deixá-lo muito engraçado...

domingo, março 09, 2008

POR INCREÇA QUE PARÍVEL

... mais um show de humor!
Mais monólogos cômicos, mais piadas, mais esquetes, mas pelo menos, pelo menos, a gente conseguiu fugir de usar um dia da semana no título!!!
Na terça-feira é a nossa estréia, e embora o caos esteja rodeando (como sempre), estamos todos empolgadíssimos.
Sabe Deus o que vai ser apresentar num bar, sabe Deus o que vai ser ver o público sentado em mesas, sabe Deus o que vai ser usar aquele microfone - e sabe Deus se a microfonia horrorosa do último ensaio vai continuar.
Sabe deus quanto tempo ficaremos em cartaz, então, meu filho, é bom você correr...
POR INCREÇA QUE PARÍVEL somos: Fernanda Cunha, Fernanda Gama, Maria Julia Martins, Nei Pelizzon e Nelsinho Guimarães, e direção de Tom Dupin.
O Corleonne Bar i Cuccina fica na Rua Atilio Inocentti, 534, Vila Olímpia. Se quiser fazer reserva de mesa, você pode ligar no (11) 3848-0028.
Você pode visitar o porincrecaqueparivel.zip.net ou o www.corleonne.com.br, também, se ainda estiver curioso.

quinta-feira, março 06, 2008

Oi, péra, calma

O tipo de bobagem que só olhar propaganda da Wizard num metrô lotado proporciona...
Matheus Nachtergaele agora toca no Jota Quest???



quarta-feira, março 05, 2008

cansaço filho da puta

Acordei meio dia e quarenta e ainda assim tô numa preguiça desgraçada.
Tô indo em centro e acendendo vela e tomando banho de erva pra ver se minha energia volta.
E nada, nada vai me fazer pensar que certos acontecimentos não tem a ver com isso.
Tudo na vida tem um limite. O meu já chegou, já passou, e ninguém viu.
Não vou ficar aqui chorando pitangas, que sinceramente, não tô a fim.
Semana que vem tem estréia. Todos os anjos do mundo vão me proteger. Eu sei.
Vou lá comer bolo de cenoura da Edi que não veio hoje porque tá doente.
Ou minha casa era um cemitério indígena ou alguém me explica o que acontece com a saúde de quem passa por aqui.
Vou mudar o layout desse blog, que já cansei dele.
Desculpem pelo post deprê. Mas vai passar logo.

sábado, fevereiro 23, 2008

Stress

Eu não me sinto no direito de estar estressada.
Diretores de multinacionais sofrem de stress.
Mães de oito filhos pequenos sofrem de stress.
Controladores de vôo sofrem de stress.
Eu não tenho porquê sofrer de stress. Isso não deveria ser um problema.
Mas há anos que fico doente e sempre ouço a mesma coisa dos médicos, dos meus pais, da minha família e das pessoas com quem convivo: você precisa descansar, isso é stress, você está fazendo coisas demais.
Não, eu não estou.
Pelo menos não parece.
Eu não sei o que me leva a tudo isso.
Eu juro que vou tentar melhorar, assim que eu descobrir como.
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Heroes - Eu não sou muito de acompanhar seriados. O último que acompanhei, mesmo, com direito a largar toda e qualquer atividade pra ver o episódio na hora, foi o Friends, e isso foi numa época em que eu estava no colégio e não tinha nada pra fazer... enfim, não sou uma viciada em séries americanas.
Assisti a primeira temporada de Heroes no final do ano passado. Os primeiros eram muito bacanas, mas depois a coisa entrou num marasmo. Como eu estava com todos os DVDs na mão, gravados, e podia assistir numa tacada só, continuei até o fim, e nos últimos a coisa até deu uma melhorada. Mas no fundo, a sensação sempre foi: não é tão boa que empolgue, não é tão ruim que eu desista. Comecei a ver a segunda temporada numa maratona que passou no Universal Channel, e coincidentemente consegui assistir os dois episódios seguintes nos horários normais. Continua a mesma sensação, com um agravante: muitas coisas da primeira temporada perderam completamente o sentido, personagens que morreram voltaram a aparecer, muita coisa mal explicada, muito clichê e eu tenho a nítida sensação que os roteiristas escreveram tudo sem saber qual seria o final, pensando que depois eles teriam alguma iluminação deus-ex-machinática que traira um bom episódio final. Sabe como é, se o começo e o final são bons, o meio pode ser uma bosta, que todo mundo vai sair falando bem. Eles já deviam é estar num momento Boicote Pré-Greve, e os produtores nem tchum. Enfim, Heroes anda bem chato, risível até, e fica aí a pergunta: por que eu continuo assistindo essa merda?

Juno - Gracinha de filme. Ao contrário do Heroes, todos os momentos em que você pensa: Puta, quer ver que vai cair num clichê? a coisa dá uma guinada e fica super original. Não é piegas, nunca, pelo contrário, o filme tem um clima bacana, começando pelos desenhinhos da abertura, passando pela trilha sonora, que é ótima, e pela própria interpretação dos atores. Tudo é leve, descontraído, e de um humor bem inteligente, um texto muito bem feito. Piadas supimpa (quem assistir, por favor atente para a da menina de cara torta). A menina que faz a Juno, puxa vida, que atriz bacana! É um daqueles filmes que, quando acaba, te deixa com um sorriso no rosto. Não, não espere um filme alertando sobre a importância do sexo seguro, sobre o drama de uma gravidez na adolescência, sobre a polêmica do aborto, que graças a Deus, as pessoas ainda têm bom senso e originalidade nessa vida. Gostaria de ter assistido no cinema, mas, sabe como é, 18 reais por um filme num país subdesenvolvido que não dá valor à cultura me parece um pouco demais. Viva os piratas e os filmes baixados da internet!

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Folga

Digam o que quiserem.
Pra mim, hoje é domingo.
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Das coisas que andei assistindo, há milênios, e ainda não falei sobre:

Eu sou a Lenda - a idéia é boa, mas o filme peca por excesso de Will Smith. E alguém pode me explicar como a Alice Braga sobreviveu? Boa mesmo é a cachorra. Ponto.

Crítica da Folha: Quero ser Tom Hanks - 2 estrelas

Terça Insana - ri horrores com esse novo elenco. Provavelmente esse negócio de assistir a gravação do novo DVD de graça foi a única possiblidade de assistir o show ao vivo - já que agora o ingresso custa 60 reais. Sim, meus filhos. 60 reais. E não tem meia entrada, pelo que sei. Gosto muito do humor deles, imitação perfeita de tipos, textos bacaninhas, piadas simples e pronto. Juro, você sai outro. Cheguei em casa tão pilhada que só consegui dormir as três da manhã. Recomendo - mas procura no Youtube que sai bem mais barato.

Calabar - Breviário - compriiiiiida até dizer chega. Mas um elenco bacana (há controvérsias) numa montagem bacana (há controvérsias). E não dá pra sair de lá não cantando todas as músicas, claro. Me chamem de babaca, mas sabia que adoro assistir peças com meus amigos e ver que eles estão super bem??? Adoro ver foto de conhecidos no Guia da Folha???


Babaca!






quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Bom...

Faz tempinho que não escrevo e isso não é bom.
Tô meio na correria e isso é bom.
Voltei a frequentar o CAC e isso não é bom.
Estou criando e ensaiando e isso é bom.
Os mesmos problemas de sempre acontecem nos ensaios e isso não é bom.
Vou assistir Terça Insana na quinta (?) e espero que seja bom.
Desmaiei hoje no meio do salão de cabeleireiro e isso, definitivamente, não foi bom.
Agora vou dar uma descansada e acho que isso será bom para minha saúde.
Até.

domingo, fevereiro 03, 2008

Antes tarde...

Eu sei, tô atrasada pra caralho, mas só hoje - em minha pesquisa de números cômicos que não foi assim tão eficiente - eu descobri o Marcelo Médici.
Boto o link, que eu não sei botar o vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=hMsyFbcrFjg&feature=related

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Passou

Não estou mais confusa.
Tudo se resolveu.
Dizer não para uma oportunidade de emprego, quando você não tem nenhum outro emprego, é uma coisa realmente difícil.
Passar num teste, passar em dois testes, e depois ter que escolher um só, idem.
Mas, sabe? Meus sonhos valem mais que isso.
Agora estou apenas cansada.Mas dessa vez, é um cansaço bom.Cansaço de quem trabalhou muito, de quem produziu demais, de quem tem esperança de que as coisas andem, de que os frutos finalmente sejam colhidos, e que está cheia de energia pra gastar em muito mais trabalho e muito mais cansaço.
E agora, voltemos ao mesmo número de sempre:

- Ah, meu reino por um salário!
- Fernanda...
- O quê?
- Você não tem um reino.
- Ah... é!