quinta-feira, dezembro 03, 2009

When's it my turn?



MINHA VIDA, ISSO AÍ.

sexta-feira, outubro 30, 2009

IT WAS DEATH


" What does it mean to regret when you have no choice? It´s what you can bear. There it is. No-one´s going to forgive me. It was death.
I CHOSE LIFE. "


E eu acho que vou ficar sem escrever neste blog por um (pouco mais de) tempo. Porque parece que toda e qualquer coisa que eu escrever pode e vai ser usada contra mim.

domingo, outubro 18, 2009

Clássicos serão sempre clássicos

Vocês cresce e seus horizontes se ampliam.
Você descobre novas formas de ver o mundo.
Novas paisagens.
Novas pessoas.
Novos sabores.
Novos conceitos.

Mas o Piraquê Presuntinho sempre será o Piraquê Presuntinho.

terça-feira, outubro 13, 2009

Christine Angot, Escritora

(um texto da exposição da Sophie Calle, como eu tinha prometido)

Então, alguns meses depois, reli a carta de X. Foram meses nos quais eu mudei. Durante os quais compreendi muitas coisas. E tudo o que eu havia escrito me soou absurdo.
Burro, cego e até perigoso, estava totalmente desprovida de lucidez. Eu sequer tinha lido corretamente a palavra "angústia" na carta de X., e na frase " Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente", ele estava tentando recuperar sua virilidade, e eu não tinha percebido isso na minha primeira leitura. Se Sophie o tivesse amado tanto quanto diz, ela não teria convocado um esquadrão de mulheres para ajudá-la a superar. Ela teria tentado superar isso, é o que se deve fazer, mas não assim, cercada por mulheres.
Um grande esquadrão de mulheres, é isso o que somos, com nossos textos patéticos ou nossas interpretações, nossas performances, sentindo pena de nós mesmas ante o homem; o melhor é ir atrás dele e fazê-lo sentir-se insignificante.
Eu deveria ter dito isso a Sophie, e estou dizendo agora: cuidado com todas essas mulheres reunidas. Evite-as. A maioria delas quer transformar os homens em mulheres, elas dedicam suas vidas a isso, o fato de serem mulheres as enlouquece, elas não podem aceitar. Elas não vão ajudá-la a se tornar uma mulher, uma mulher de verdade, ou seja, alguém que não tem nada, não tem mais palavras, não tem mais nada, nada de poder, poder sobre coisa alguma, uma mulher de verdade: boa e impotente. Elas não vão ajudar você, isso as deixa com raiva, o vazio, a falta. Elas não vão ajudá-la e continuarão dizendo "proteja-se", quando não há nada do que se proteger.
Você não tem nada. Você tem um vazio, você tem uma ausência, é só isso. Você é uma artista e isso não lhe dá poder, mas graça, sim, toda vez que vejo o seu trabalho, eu fico, não sei como dizer isso... fico emocionada e cheia de admiração. Mas mulheres reunidas, tudo o que elas querem é que os homens desapareçam, virem fantasmas distantes. Ou que sejam escravizados, estejam à disposição, sejam sempre acessíveis e vivam de acordo com os seus discursos, que eles supostamente entendem perfeitamente. Elas não querem "largar mão", elas pensam que eles são como crianças, elas adoram falar sobre a "fragilidade do homem" - tão tocante, elas dizem - ou sobre eles "fugindo". O coro que você reuniu em torno dessa carta é o coro da morte.

A MORTE

Esse arcano não representa a morte, mas sim a superação e a transformação para algo novo. Nós temos que derrubar algo de nossas vidas para dar espaço ao novo, assim como fazem as árvores no outono.

A morte é o símbolo de toda transformação imediata e radical e não significa a morte física, no plano mental, anuncia o caráter renovador que transforma tudo por meio do renascimento, ela indica ao consulente que será obrigado a reorganizar seu modo de pensar, pois novos fatores ou novas circunstâncias intervirão em sua vida; no campo afetivo, ela indica a destruição de um amor ou uma afeição, o fim definitivo de uma ilusão, ou a radical ruptura de uma relação amorosa; no plano físico, pode anunciar mudança de casa, de cidade, de país, ou mesmo de estado civil.

É também o fim necessário de um ciclo, ou a certeza de que algo está para terminar, é chegada a hora de uma transformação de fato, no sentido de uma regeneração espiritual, após o reconhecimento da futilidade da realidade, é a "morte" material.

Representa uma mudança de regência de santo temporária, onde o consulente vai aprender alguma coisa em especial em sua vida.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Entrevista com Fernanda Montenegro


"Não existe ambição em mim. Quando se é jovem, é preciso tentar, mas eu tive uma vida muito realizada e muito intensa aqui", explicou.

Mesmo perto dos 80 anos, aposentadoria é uma palavra que não faz parte do vocabulário de Fernanda, que já tem uma cansativa agenda de trabalho até 2011.

Antes de se despedir, Fernanda Montenegro dá um conselho às novas gerações de atores e atrizes: "Desistam".

"Se não se tem a coragem suficiente para enfrentar esta profissão, que é complicada, é melhor desistir", afirmou, com a serenidade e a firmeza que só se obtêm depois de uma carreira de mais de 50 anos dedicada à interpretação como uma paixão e não só como um trabalho.

(...)

Tô passando no RH, então.

Texto integral saiu na Folha, tá?

segunda-feira, setembro 28, 2009

Tá vendo ali?

Ali, no canto esquerdo, ao fundo?
De camisola branca, magra, sempre sozinha?
Então... sou eu.



Ah, Pina Bausch, Pina Bausch....

quarta-feira, setembro 23, 2009

Tô aqui trancada dentro de casa fazendo um exame bizarro pra ver se tenho mesmo a porra do tal do refluxo gástrico.
Basicamente tem uma sonda enfiada pelo meu nariz até o meu esôfago, presa num aparelho que mede o PH do ácido gástrico, e cheia de esparadrapos pra segurar a sonda o que me faz parecer uma doente terminal (Deus me livre!). Algo assim.
Peguei um puta dum trânsito maldito pra ir pro laboratório porque meu convênio só atende esse exame na Alameda Santos e tava chovendo pra caralho e essa cidade é uma merda e o bostinha do prefeito só faz cagada do tipo proibir fretado, que é só pra fuder mais a vida de todo mundo.
Achei que seria sossegado e reservei a tarde para fazer pequenas coisas, ligações telefônicas, etc e tal. Mas mal consigo falar. Mal consigo comer. Mal consigo engolir saliva. Não dá pra levantar muito o pescoço também.
Fiquei em jejum por mais de 13 horas e depois sinceramente deu uma baita preguiça de comer.
Tô numa TPM maldita e amanhã tenho que sair de casa seis da manhã se quiser tirar essa merda dessa sonda na hora e voltar a tempo pra dar aula na Cultura.
Bom, já viram, portanto, que meu humor tá ótimo, né?
Valeu o desabafo.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Guess what?

Toda vez que eu fico muito tempo sem escrever aqui, das duas, uma:
Ou a minha vida tá tão deliciosa e cheia de novidades e coisas boas que eu não tenho tempo pra postar;
Ou a minha vida tá uma chateação só e embora eu esteja cheia de tempo não tem nada novo ou interessante pra contar.
Decidam aí, vocês.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Cuide de você

Enfim, fui ver a exposição da Sophie Calle, na segunda. Sim, no último dia... mas pelo menos posso usar a desculpa de que tava esperando Pri Carbone voltar de Portugal pra ver com ela... não é de todo verdade, mas não é de todo mentira...
Lembro de muita gente comentando que era trabalho de mulherzinha. Quase uma vingancinha de mulher abandonada. E é. Claro que é. Mas, sabe, não é só isso, e não é só dessa vez, e não é só ela quem faz isso. Todo mundo faz. E é assim que tem que ser, na maioria das vezes. Pra ser de verdade, é assim que tem que ser.
A louca convidou 107 mulheres, entregou o e-mail que ela recebeu do namorado, em que ele terminava com ela, e pediu que cada uma respondesse à carta de alguma maneira. Cada uma trouxe uma resposta diferente. Algumas engraçadas, outras bonitas, outras técnicas, outras incompreensíveis, mas no fundo todas muito parecidas. Todas tentando encontrar uma justificativa pro fim.
Mas porque catso que a gente sempre faz isso?
A gente passa os dias procurando novos começos, desejando que as coisas aconteçam... opa, encontrar um grande amor hoje? é pra já... arranjar um emprego maravilhoso? demorou... uma viagem fantástica ao redor do mundo? opa!
Mas ninguém nunca tá preparado pro fim. E tem vezes em que as coisas simplesmente acabam.
Simples assim.
Terminou por quê? Porque acabou o amor. Porque já deu. Porque a partir de agora, nada mais de novo e delicioso poderia nascer, e se não vai ser novo e delicioso, então não tem pra quê acontecer.
E aí estão todas lá, falando, chorando, pesando sobre algo que certamente já viveram. Porque TODO MUNDO já viveu isso. E aí a Sophie Calle vira praticamente uma curadora da própria obra. Ela deixa tudo na mãos das outras, só pra poder dizer: tá vendo, gente? não sou só eu. E não é, meu Deus!
Por que todo mundo age como se aquilo fosse doer pra sempre?
E não vai.
Não vai.
Isso me lembra uma conversa que tive com o Rafa outro dia. Que o mais triste de tudo, é que tudo passa. Passa. Acaba. Toda essa dor que você está sentindo agora, porque o grande amor da sua vida te deixou, todas essas lágrimas, toda essa certeza de que você nunca mais vai superar, isso passa. Acaba. Morre.
A saudade do amigo que morreu. Vai passar. A vergonha por algo que aconteceu. Passa. A decepção porque você não conseguiu aquilo que queria. A sensação de que nunca mais você vai conseguir levantar da cama. Passa. Tudo passa.
Vai ver que a vida é isso, então.
É desafiar o destino. Ficar inventando novas decepções o tempo todo, achando que dessa, dessa vez, é o fim. Dessa vez, não vai passar.
E passa.
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Eu roubei o guia em português da exposição. Porque tem uns textos lindos, que eu queria publicar aqui. Em breve, muito em breve.
Mas só os que me fizeram chorar.