O que eu precisava mesmo era de um brilho no olho.
Algum tão forte quanto o meu.
Me falta alguém pra somar, dividir, multiplicar.
Não vejo mais graça em gente que não vê graça na vida.
Nem em gente que vê graça demais, onde não existe.
Todo o tempo que passei bancando a Frustradinha da Estrela, já não interessa.
Que eu já sei como é - já sei bem - acreditar que se tem um Pra Sempre quando na verdade sempre se teve um Nunca. E continuar acreditando no que não existe, sinceramente, já não interessa.
Muitas coisas já não interessam. Tem as que não entendo, as que ainda não conheço, mas mais do que tudo tem as que não interessam.
E bate a sensação de vazio, típico de gente que dá tudo de si o tempo todo, mais do que deveria, acredita demais, imagina demais, inspira demais, sonha demais. E que cansa das desculpas alheias. Dessas mentiras que você conta pra si mesmo pra fingir que ainda acredita em uma felicidade qualquer que não seja a alheia. Você inventa um mundo pra fingir que ainda é quem você um dia foi. Mas não é mais.
Eu também invento um mundo pra mim. E nesse mundo cabe cada vez menos gente. Já não tem espaço nem pra mim. Mas se eu tento fugir, soa o alarme e alguém sempre me traz de volta.
Pro mundo real.
Onde eu não vejo mais graça.
Qual a graça de um mundo em que ninguém mais se permite sonhar?
Algum tão forte quanto o meu.
Me falta alguém pra somar, dividir, multiplicar.
Não vejo mais graça em gente que não vê graça na vida.
Nem em gente que vê graça demais, onde não existe.
Todo o tempo que passei bancando a Frustradinha da Estrela, já não interessa.
Que eu já sei como é - já sei bem - acreditar que se tem um Pra Sempre quando na verdade sempre se teve um Nunca. E continuar acreditando no que não existe, sinceramente, já não interessa.
Muitas coisas já não interessam. Tem as que não entendo, as que ainda não conheço, mas mais do que tudo tem as que não interessam.
E bate a sensação de vazio, típico de gente que dá tudo de si o tempo todo, mais do que deveria, acredita demais, imagina demais, inspira demais, sonha demais. E que cansa das desculpas alheias. Dessas mentiras que você conta pra si mesmo pra fingir que ainda acredita em uma felicidade qualquer que não seja a alheia. Você inventa um mundo pra fingir que ainda é quem você um dia foi. Mas não é mais.
Eu também invento um mundo pra mim. E nesse mundo cabe cada vez menos gente. Já não tem espaço nem pra mim. Mas se eu tento fugir, soa o alarme e alguém sempre me traz de volta.
Pro mundo real.
Onde eu não vejo mais graça.
Qual a graça de um mundo em que ninguém mais se permite sonhar?


