segunda-feira, setembro 12, 2011

clica em mim que eu aumento!

quarta-feira, agosto 24, 2011

O corpo pede pra comer, o corpo pede pra cagar, o corpo pede pra trepar, o corpo pede pra chorar, o corpo pede pra ficar doente e é simples assim.
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Você vai lá e programa direitinho a lista de reprodução da sua vida, mas Deus insiste em só te escutar no Shuffle.
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Dói, sim.
Não vou negar.
Dói.
Quem sabe, um dia, passa.
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Como uma criança que só cai no choro quando sabe que tem alguém olhando
Chorava na frente do espelho
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- Eu compartilho da sua dor.
- É. Mas ela não dói em você. *
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E justamente por ser assim tão só, podia chorar tão alto quanto quisesse, que não havia ninguém por perto pra ser incomodado.
Essa liberdade toda a deixava feliz.
Pronto. Era só balancear as duas coisas e não choraria nunca mais.
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Destino é o nome que a gente inventou pra quando as coisas dão assustadoramente certo.
Quando elas dão assustadoramente errado, mudamos o nome pra karma.
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No fundo, no fundo, ela sabia que não tinha motivo nenhum pra continuar tocando sua vida como estava. Mas também não tinha motivo nenhum pra mudar. A isso ela deu o nome de inércia.
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Eu tenho planos de fazer um mestrado sobre a Inércia no Trabalho do Ator. Gente inquieta do caralho.
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Bebeu seus longos goles de melancolia e ao fim da noite, não resistindo, pôs tudo pra fora.
No dia seguinte, ainda bêbada de si mesma, pôs-se a escrever textos sem sentido.
Talvez, mais sóbria, não teria dito tudo o que disse.
Talvez, mais lúcida, nunca teria tido nada a dizer.
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A resposta da maioria das questões existenciais é não.
CER-TE-ZA.
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O corpo pede pra dormir. Eu atendo.

* E o único trecho realmente interessante desse post não é meu, é do Chico Buarque e do Paulo Pontes em Gota D´Água. O nome disso é fracasso.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Indo para um compromisso, você está dentro de um ônibus que está parado em um congestionamento. Faltam cinco minutos pra você estar oficialmente atrasado, e do lugar onde está até o seu destino, com trânsito livre, você demoraria no mínimo vinte. Talvez esse não seja mesmo o melhor horário pra essa viagem. Mas o compromisso está marcado, e embora você ainda possa desistir - a gente sempre pode desistir, se quiser - essa não é a melhor opção. Você teria que ir outro dia, outra hora, enfim, o ônibus não se mexe, tá apertado, e você começa a se sentir aflito. Passa pela sua cabeça sair do ônibus e ir a pé, mas porra, é muito longe, é muito trampo, e agora que eu já tô aqui e já paguei a passagem o melhor é aguentar firme até o final e ver o que é que dá. Você questiona porque resolveu pegar o ônibus, porque não foi de táxi, porque não foi de carro, e amaldiçoa todos os que não te ofereceram uma carona. Olha pra os outros passageiros e tem raiva deles porque, apesar de estarem na mesma merda que você, pelo menos estão sentados, ou lembraram de trazer um livro, um iPod, ou tem um tênis incrível que parece super confortável enquanto o seu All Star tá apertando. Amaldiçoa a SPTRANS e a Prefeitura, amaldiçoa ter um dia escolhido morar nessa cidade, amaldiçoa o compromisso e você mesmo por ter aceitado. De vez em quando você até torce e pensa que, tudo bem, até que não estou atrasado assim, aposto que todos vão atrasar, eu dou um desculpa, dou um jeito, vai ficar tudo bem. Mas a aflição não passa. Você olha no relógio, o desespero é grande, o tempo corre e você está muito, muito longe de chegar onde quer.
É mais ou menos essa a sensação quando se chega ao tal retorno de Saturno...

quarta-feira, agosto 03, 2011

28 anos e ainda a mesma menina que topa virar a noite fazendo o trabalho em que vai colocar o nome de todo mundo só pra não perder os poucos amigos que tem.

sexta-feira, julho 29, 2011

Merda!

Voltei a minha vida de plateia. Estava com saudades dela. Mesmo assim, demorei pra me acostumar. Sempre tem algo que grita, uns vinte minutos de peça que dava pra cortar, um gesto que você não acredita, uma música que entra alta demais, um microfone que não funciona, uma cena desnecessária, um ator que não tem tanta presença assim, enfim, nunca é 100%. Mas estou aprendendo, e cada vez mais, a perceber o trabalho que está por trás disso, e respeitá-lo, antes de achar tudo uma grande merda.
Ser plateia, na verdade, não me faz mais feliz. Um espetáculo, quando é muito bom, me incentiva e me inspira pra fazer o meu próximo espetáculo, e isso, sim, me faz feliz. Mas não era pra ser isso mesmo? Pra gente se alimentar da arte, e assim fazer mais arte? Como era, aquele lance da antropofagia, que só ela nos unia, e tals? Não lembro.
Ah, coisas remotas, de uma época em que o teatro era visto de outro jeito, seja como um bálsamo para o espírito, ou como uma forma de ritual, ou até mesmo como uma forma de entretenimento, quem diria, enfim, tempos em que o teatro não tinha que ser necessariamente usado para a militância política, e a gente podia fazer teatro onde quisesse, e para o público que quisesse. Ainda não tinha essa obrigação de fazer teatro engajado, PRA SOCIEDADE, senão ele não tem valor. Mas isso é bobagem, coisa do passado, o legal agora é militar em prédio público ocupado, pegar uma grana do governo pra bancar sua peça feita na periferia e depois correr pra comprar ingresso daquela peça bafo internacional que vem pro Alfa, custa 200 reais, mas quem liga? é pra ver teatro de verdade! teatro como não é feito aqui! teatro bom dos grandes mestres lá fora. no Brasil só tem peça ruim! tudo que eu vejo é uma merda! é uma merda! merda! merda! merda! bora logo fazer esse discurso na assembleia que eu tenho que pegar meu voo pra apresentar minha peça no SESC do Rio.
Bom, é isso, parece que eu sou mesmo uma dessas que fazem teatro pra satisfazer a si própria, pelo próprio ego, como andam dizendo por aí. Uma dessas que não faz teatro PRA SOCIEDADE. Engraçado, achei que eu era parte da sociedade, também, e que isso me dava alguns direitos. Bom, vai ver eu tava errada. Quem sou eu pra discutir com os trabalhadores da cultura, não? Como chama aquele negócio que eu tirei depois de cinco árduos anos de faculdade? DRT? Onde ele anda mesmo? Não lembro.
Eles estão certos, parece. O legal é dizer que o seu trabalho é bacana, exigir dinheiro pra ele, e minimizar a importância do trabalho dos outros. Se não é do meu jeito, não é bom. Estão lá, todos eles, os verdadeiros artistas, sentados em plateias e torcendo o nariz pra tudo que veem. A classe que sustenta a própria classe que diz que luta pela classe mas que no fundo atrapalha a própria classe. E no lugar dela, que é num prédio largado no meio da Santa Cecília, a dois quarteirões da Cracolândia, bem longe dos olhos da grande mídia e DA SOCIEDADE.
Não sei onde perdi o bonde, mas acho que fiquei ensaiando oito horas diárias um tempo aí e as coisas devem ter mudado nessa época. Mas tudo bem, galera, agora tenho tempo e posso ser uma artista de coisas importantes, igualzinha a vocês. Dessas que se acham no direito de decidir pelos outros o que é bom e o que é ruim.
Você, amigo que estuda teatro, você ainda tem tempo, então foge, amigo, foge dessa.
Que você até deve achar que a escola está te ensinando a ser um bom artista, mas se você não tomar cuidado, tudo que a escola vai te ensinar é a ser um chato.
Eu já fui como você, e, acredite, o mundo é muito mais do que isso aí.
O mundo é a tal da SOCIEDADE, e a SOCIEDADE não lê esse blog, não assiste teatro e está cagando pra tudo isso que eu, você e os trabalhadores da cultura estamos falando.




segunda-feira, junho 27, 2011




sábado, junho 25, 2011

quinta-feira, junho 23, 2011

terça-feira, junho 21, 2011

Queria ser escritora. Ou desenhista. Ou poeta.
Queria colocar minhas angústias num pedaço de papel. Que sendo atriz, só sei colocar minhas angústias em mim mesma.
Eu mesma: essa bola (de neve) de angústias que nem todos os aplausos do mundo seriam capazes de derreter.

terça-feira, junho 14, 2011

Palavras, palavras, palavras.
Um blog inteiro cheio de palavras que não servem pra nada.
Textos e mais textos meus, esses textos de gente tentando se entender, que não servem pra nada.
Quisera eu um dia abrir esse blog e ver um texto que dissesse de verdade quem eu sou. Surgido do nada, escrito sabe Deus por quem. E então a cada dia eu entraria nesta página, e saberia um pouco mais sobre mim. Mas coube a mim a função de publicar aqui, e isso torna toda a coisa impossível.
Declaro, a quem interessar possa: desistam.
Daqui não sai mais nada sobre mim.
As mil ideias que passam pelo meu cérebro nas outras horas do dia, estas não chegam até aqui. Porque o cérebro é feito de ideias, e os textos são feitos de palavras. Porque transformar uma coisa na outra nunca foi tarefa das mais fáceis. Porque uma palavra não serve mesmo pra nada se você não sabe o que fazer com ela.