Trabalhando bastante. Sonhando muito mais.
Assistindo muita coisa. Lendo menos, menos que o necessário.
Tentando lembrar coisas que aconteceram pra escrever aqui.
Assistindo muita coisa. Lendo menos, menos que o necessário.
Tentando lembrar coisas que aconteceram pra escrever aqui.
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Tropa de Elite - digam o que quiserem, polemize o quanto quiserem, o filme é bom. E isso porque eu vi a cópia pirata que não é a versão final. Wagner Moura e todo o elenco estão muito bem. O filme não é fascista porra nenhuma, o roteiro é ótimo, me faz pensar, que mais eu poderia querer???
Tristão e Isolda - o pior elenco da História, o pior diretor da História, o pior texto da História com uma luz linda e um cenário que impressiona. Não recomendo, principalmente se você for pegar fila.
Caminhos - um texto bonito, mas um recurso de direção que incomoda - repetição de texto e essa coisa de tentar fingir uma naturalidade na representação já me encheram. Alguns atores muito bem (coincidentemente, os que eu conheço... rs), outros atores meia-boca. Cenário muito mal aproveitado. Tinha tudo pra ser mais do que é.
Les Ephéméres - sutil e fantástico. Assisti os dois primeiros quartos. O primeiro tem mais ritmo
que o segundo, é verdade. Alguns cenas são maravilhosas, outras são apenas boas, ou legais, ou supérfluas. Atores muito bons, uma produção espantosa e cenários milimetricamente pensados, com vida. Adorei muito. Adorei mais ainda ter visto de graça. Mas não gostei o suficiente pra aceitar trabalhar como escrava do Theatre du Soleil.

(A)tentados - Mais uma vez, aquele recurso de fingir naturalidade me incomodou. É usado além da conta. Gosto do texto, mas imagino que a versão em inglês seja mais legal. Não por culpa da tradução, por culpa da Lingua Portuguesa, mesmo. Os atores cumprem seu papel, a montagem é criativa, divertida, uma produção bacaninha, bem cuidada. Algumas cenas falam sobre o mesmo assunto e ficam sobrando, e pra mim fica faltando aquele humor raro de Beth Lopes. Mas no geral, gosto, embora ache um pouco longo.

Extremamente Alto e Incrivelmente Perto - Lindo, lindo, lindo. Sem palavras. Um retrato fantástico de um menino de 09 anos, carismático ao extremo, daqueles que dá vontade de ter, ou de ser, que fica órfão de pai no 11 de setembro. Tocante sem ser piegas, criativo sem ser maluco, de adulto sem deixar de ser de criança. Do tipo que você ri chorando, e chora rindo. De baixar o livro de vez em quando pra dar uma respirada antes de continuar. Talvez o melhor livro que li esse ano. Recomendo cinco vezes.