Pra que se debater?
Afinal, que infelicidade é essa da qual eu tento tanto fugir o tempo todo? Essa que faz atirar para todo lado, essa que faz agarrar a qualquer coisa flutuante antes que o barco termine de afundar, essa coisa de anywherebuthere anylifebutmine anyjobbutthisone?
Que infelicidade tamanha é essa, meu Deus, a que eu acho que eu sinto?
Não valia mais a pena me acostumar com ela, abrir portas e janelas, convidá-la pra um chá, pra deitar no sofá, abrir a geladeira, acabar com a caixa de bombons que tem na prateleira da cozinha. Até que eu me acostume tanto que pare de doer.
Ridículo. Ridículo que as coisas até quando dão certo ainda cismem em dar errado.
Ridículas as escolhas que tenho feito.
... escolhas? Quem escolhe deixa o resto de lado, e eu só tenho tentado fazer tudo ao mesmo tempo, e pelo jeito tudo menos justamente aquilo que eu deveria fazer.
Bom, que diferença faz, quem sabe, quem vê? Quem vê a menina invisível? Quem enxerga o meio termo, meio do caminho, o mais ou menos, em cima do muro?
A vida segue, eterno descobrir do que não queremos mais, do que não aguentamos mais, de quem não gostamos mais, e o que é que a gente quer, então, poham?
Escrevendo antes de dormir pra ver se o cansaço ajuda a ser um pouco mais sincera. E sem nenhum senso crítico, publico o texto mesmo assim. Um texto invisível. Como eu. Ou como essa infelicidade que tá sempre por aqui mas ninguém vê. Mas tá. E dói. Aqui, ó.