Ele vai passando e a gente vai transformando tudo que aconteceu em memória e a memória é um bicho traiçoeiro porque ela não é real, não é palpável, e como tudo que não é real nem palpável a gente pode fazer dela o que a gente quiser. A gente pode, até, se perder e acreditar que foram bons aqueles momentos que passaram - e que no fundo não foram tão bons assim. E vice-versa.
E esperança também não é palpável.
E fazer planos também não é.
E imaginar o futuro é menos ainda.
E o medo também não é palpável, mas a diferença é que com ele a coisa funciona ao contrário: ele é que faz da gente o que bem quer.
E realizações não são palpáveis. E talento também não. Nem capacidade, nem abnegação, nem insitência, nem perseverança, e se não dá pra medir, e se não dá pra saber, como recuperar, meu Deus?
E o tempo, que também não é palpável mas que a gente deu um jeito de medir, vai passando e vai levando as coisas e não volta mais.
E no final, o que fica?
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Este trecho não tem a ver com o resto do post. É outro clima. Mudem de estação aí no rádio da cabeça de vocês.
Domingo de manhã tocou o telefone. Era o meu avô. O meu avô de Portugal, claro, já que não tem mais outra opção... Aí que ele vai casar. Ele vai casar de novo. Vai casar com a viúva do irmão da esposa dele antes dele ficar viúvo. (oi?)
E ele tem o que? 80 anos? E vai casar. E ligou pra perguntar se a gente permite. E se a gente concorda, porque senão, ele não casa. E é claro que eu concordo. Ele tá mais feliz.
Meu avô vai casar. Taí uma coisa que eu jamais ousaria imaginar.
E esperança também não é palpável.
E fazer planos também não é.
E imaginar o futuro é menos ainda.
E o medo também não é palpável, mas a diferença é que com ele a coisa funciona ao contrário: ele é que faz da gente o que bem quer.
E realizações não são palpáveis. E talento também não. Nem capacidade, nem abnegação, nem insitência, nem perseverança, e se não dá pra medir, e se não dá pra saber, como recuperar, meu Deus?
E o tempo, que também não é palpável mas que a gente deu um jeito de medir, vai passando e vai levando as coisas e não volta mais.
E no final, o que fica?
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Este trecho não tem a ver com o resto do post. É outro clima. Mudem de estação aí no rádio da cabeça de vocês.
Domingo de manhã tocou o telefone. Era o meu avô. O meu avô de Portugal, claro, já que não tem mais outra opção... Aí que ele vai casar. Ele vai casar de novo. Vai casar com a viúva do irmão da esposa dele antes dele ficar viúvo. (oi?)
E ele tem o que? 80 anos? E vai casar. E ligou pra perguntar se a gente permite. E se a gente concorda, porque senão, ele não casa. E é claro que eu concordo. Ele tá mais feliz.
Meu avô vai casar. Taí uma coisa que eu jamais ousaria imaginar.





